Caros leitores, quero mais uma vez pedir-lhes licença para falar de outro assunto que foge o escopo do blog, mas é que o momento é oportuno e não se pode deixar passar. Hoje 15 de outubro se comemora o dia do professor. Tive inúmeros professores, professores até adoráveis e outros tão somente pela matéria que por si só já instigava. Mas tive uma orientadora de TCC que deixou cicatriz, cicatriz que pode estar se fechando, como num piscar de olhos. Odiava essa mulher, mas este não existe mais...
Foi com um misto de sentimentos que recebi hoje, logo hoje, do meu querido professor Rafael Malezan de cardiologia, fisiologia, RTMM e orientador, a notícia de que nosso artigo de TCC fora publicado. Logo o nosso TCC que passou por uma reprovação indigesta, uma acusação infundada, repleta de idiossincrasias. Doeu, doeu demais da conta. Foram mais seis meses de angústia e descontentamentos. De questionamentos, se valia a pena isso ou aquilo. De fúria, e de medo também, porque as vezes nossos instintos primitivos aflora de tal maneira que é preciso sermos loucos e deixar a razão de lado. É,.. é isso mesmo,.. a fúria nos torna tão racionais que tudo nos parece perfeito até cometemos a loucura de ser 'sensatos'.
Perdi algumas coisas, mas ganhei outras. E sabíamos que o tempo iria mostrar quem estava certo. Aliás, já era sabido que o certo estava certo, e que o errado mentia, mas mentia descaradamente e lógico, não podia haver culpado sem dolo menor que não fôssemos nós. Tolos.
Quero agradecer a todos que riram de nós, podem rir agora,..o riso dos idiotas. Vocês não sabem o quanto me fortalece saber que vocês são idiotas e que nós não precisamos provar nada para os idiotas. Vocês podem até nos julgar, mas jamais nos condenarão, e sabem por quê? Porque são idiotas!!!
- Nosso TCC teve o resultado que mereceu, pela 'orientação' que NÃO merecíamos. Maldita seja essa faculdade que insiste em mutilar, aviltar pobres inocentes com pseudoprofessores. Com cidadãos incapazes de entender o óbvio, de compreender o que é digno, decente e se corromper por nada.
Obrigado aos professores de verdade que eu tive. Aqueles que me mostraram o caminho do novo. O prazer da descoberta. Obrigado aos professores que acreditaram e acreditam no poder da educação de transformação de renovação de socialização e de crescimento.
"Podem matar uma, duas, e até três rosas, mas jamais matarão a primavera!"
Artigo publicado:
http://www.efdeportes.com/efd173/evidencia-clinica-em-bursite-de-ombro.htm
Saúde Ocupacional
"O trabalho é, na maioria das vezes, o pai do prazer." (Voltaire)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Fisioterapeuta: Dr., ou Ft.?

Vasculhando arquivos em um dos dias da semana passada, minha esposa - Fisioterapeuta da mesma forma que eu - encontrou um exemplar do Jornal FISIOBRASIL, o de Nº 40, publicado em dezembro de 2000. Nele, um pequeno artigo chamou-nos a atenção pelo título: " Fisioterapeuta: Dr., sim; Ft, não", tendo como conteudo uma mensagem de final de ano assinada pela Dra. Regina Figgueirôa, a época Presidente do CREFITO 2, da qual transcrevemos, ipsis verbis, o trecho a seguir: "Como mensagem de fim de ano, século e milênio, queremos manifestar o nosso repúdio em relação a utilização da abreviatura "Ft." para designar o profissional Fisioterapeuta" [...]
Após analisar essa opinião quase dez anos depois da publicação da mensagem, observamos que o assunto permanece atualissimo; nada mudou. Mas reflitamos; já é tempo! Como é possivel a todo momento encontrarmos anúncios de clínicas, de consultórios, ora com a abreviatura Dr. Fulano, ora com o extravagante Ft. Sicrano ?
Poderia, em principio, parecer um dilema, mas NÂO É! Pois um dilema conduz a uma alternativa em que qualquer dos seus termos leva a mesma concepção ou ideia, ou ainda definição. Usando o percurso lógico do raciocínio, chegamos a proposições onde uma é conhecida como abreviatura de doutor, usada no sentido de designar quem se diplomou numa universidade, ou que é muito sábio ou douto. Não confundir com título de Pós-graduação ou dos que defendem tese de doutorado. A outra nada significa. Em razão de que, então Ft. ?
À guisa de lembrete: "Agr.", trduz-se por Agricultura; "Biol.", significa Biologia; "Filos.", Filosofia; "Med.", Medicina; e assim por diante, sem que venha a significar uma profissão ou título que a qualifique. Não nos parece correto, na lingua portuguesa, abreviar nomes próprios de profissões; se estivermos enganados, os Filólogos nos censurem e/ou nos consertem.
A utilização da abreviatura do título de doutor (Dr.) - no sentido já mencionado, de designar quem simplesmente se diplomou em uma universidade - por Fisioterapeutas, remonta ao início dos anos 60 do século passado, sendo portanto anterior ao Decreto-Lei Nº 938/69, com a finalidade de caracterizar um profissional cuja prática está ancorada na fundamentação científica. Nada mais justo, para ressaltar a formação universitária daqueles que lutam pela isonomia com as demais categorias profissionais da área da saúde.
A abreviatura "Ft.", empobrece a categoria dos Fisioterpeutas, pois nada acrescenta, nada significa, nada justifica o seu uso.
Após analisar essa opinião quase dez anos depois da publicação da mensagem, observamos que o assunto permanece atualissimo; nada mudou. Mas reflitamos; já é tempo! Como é possivel a todo momento encontrarmos anúncios de clínicas, de consultórios, ora com a abreviatura Dr. Fulano, ora com o extravagante Ft. Sicrano ?
Poderia, em principio, parecer um dilema, mas NÂO É! Pois um dilema conduz a uma alternativa em que qualquer dos seus termos leva a mesma concepção ou ideia, ou ainda definição. Usando o percurso lógico do raciocínio, chegamos a proposições onde uma é conhecida como abreviatura de doutor, usada no sentido de designar quem se diplomou numa universidade, ou que é muito sábio ou douto. Não confundir com título de Pós-graduação ou dos que defendem tese de doutorado. A outra nada significa. Em razão de que, então Ft. ?
À guisa de lembrete: "Agr.", trduz-se por Agricultura; "Biol.", significa Biologia; "Filos.", Filosofia; "Med.", Medicina; e assim por diante, sem que venha a significar uma profissão ou título que a qualifique. Não nos parece correto, na lingua portuguesa, abreviar nomes próprios de profissões; se estivermos enganados, os Filólogos nos censurem e/ou nos consertem.
A utilização da abreviatura do título de doutor (Dr.) - no sentido já mencionado, de designar quem simplesmente se diplomou em uma universidade - por Fisioterapeutas, remonta ao início dos anos 60 do século passado, sendo portanto anterior ao Decreto-Lei Nº 938/69, com a finalidade de caracterizar um profissional cuja prática está ancorada na fundamentação científica. Nada mais justo, para ressaltar a formação universitária daqueles que lutam pela isonomia com as demais categorias profissionais da área da saúde.
A abreviatura "Ft.", empobrece a categoria dos Fisioterpeutas, pois nada acrescenta, nada significa, nada justifica o seu uso.
Por: Dr. Geraldo Barbosa
Fisioterapeuta
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